quinta-feira, 24 de junho de 2010

Xamã Moderno

A televisão enrolada em cobertores
chora a culpa ingênua do maldito finado
Cem senhoras de óculos engordurados
contam daqui a pouco seus enormes horrores

Jovens de quarenta anos e os computadores
misturando videogames e sons dublados
debatem como se desenhos animados
fossem os seus abnegados professores

A venda de tudo que se sabe sonhar
é um varejo onírico comum de encontrar
O telejornal se diz útil como sexo

Atores interpretam uns tantos papéis
Provavelmente apenas como atos fiéis
De um teatro que faz malabares com nexo.

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