Há alguns dias atrás a dúvida sobre Esporte ser caracterizado como saúde se tornou uma grande pergunta, de novo. Afinal, esporte é saúde? Por que tantos atletas morrem pela sua prática.
Um fato que eu quero deixar claro é que esporte é totalmente diferente de atividade física. No esporte de alto rendimento só existe o vencedor, nunca iremos lembrar talvez de um segundo ou terceiro colocado e sim do primeiro. O que quero dizer com isso é que para chegar ao topo, ao primeiro lugar, atletas de diferentes modalidades disputam uma guerra com eles mesmos para se tornarem fortes.
Ao contrário do que pensa a grande maioria. Levar e manter atletas no limite da capacidade física é uma atividade de risco, que pode provocar sérios danos ao corpo do esportista. "Se considerarmos rigidamente os conceitos de saúde, o esporte de competição não pode ser considerado uma prática saudável.", diz o fisiologista e coordenador do CEMAFE/Unifesp (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo), Turíbio Leite de Barros.
“Pior do que isso é que, na terceira idade, eles carregam seqüelas que se distanciam muito do conceito de vida saudável”, complementa Barros.
Está mais do que claro que o esporte de hoje em dia não busca o atleta saudável, nem nada disso. Hoje o que vale é a competição, o dinheiro, o marketing e etc. Jogadores de futebol treinam duas vezes por dia em ritmo intenso e jogam duas vezes por semana também, normalmente quarta e domingo. O período de descanso estabelecido pelas regras da FIFA entre os jogos são de 48 horas, mas o de treinamento não existe. De que vale a regra então?
Vale lembrar que prática esportiva, ainda que em excesso, não mata ninguém isoladamente. Mas também não se pode negar que essa prática desmedida, muitas vezes cobrada dos atletas atualmente, tem papel decisivo na evolução de determinados quadros patológicos, tornando o atleta mais vulnerável a determinadas complicações. Sendo assim, a situação só chegará a condições críticas se houver uma doença pré-existente - o esporte não cria cardiopatias.
No entanto, a atividade, classificada como profissional, pode provocar alterações no quadro geral do atleta, deixando-o vulnerável a acelerar determinados quadros patológicos.
Para concluir o post dessa semana reafirmo que esse texto é uma crítica ao esporte de alto rendimento, casos profissionais e etc., porém, que sirva de exemplo também aos atletas de fim de semana, que não obtém praticas rotineiras de atividade física e quando chega o tão esperado dias de folga abusam do corpo, jogando bola, comendo churrasco e tomando aquela cerveja gelada.
Olá Fredy!
ResponderExcluirO Esporte de alto rendimento é quando tentamos extrair do atleta todas as suas competências físicas e psicológicas! Destaco que o atleta está sujeito a trabalhar para que possa superar os seus próprios limites... algo a mais que auto-conhecimento! Eu critico o Esporte de Alto Rendimento quando é sujeito ao uso de anabolizantes ou produtos ilegais que façam a farsa do desempenho real do atleta!
Tudo tem os seus prós e contras... e o Esporte é um deles!
Parabéns pelo texto!
Prof. Esp. Tiago Aquino (Paçoca)
www.professorpacoca.com.br