Na tenebroza passagem obscura do amor, onde se esconde as mais belas cartas de amor, onde os filme mais belos de amor foram gravados existe uma mulher. Uma mulher misteriosa, que guarda segredos ocultos, que nem Simeão; sim, Simeão, o monge do livro O Monge e o Executivo saberia explicar.
Essa mulher, nasceu a muito tempo atrás, uma época tensa, marcada pela crise, seu nome? Vovó Lourdes, relembrando o conto de meu amigo Matheus.
Vovó Lourdes, uma velhinha sozinha, desengajada do mundo, não marido, nem filhos, muito menos netos. Morava sozinha numa casinha no meio da floresta que seu pai lhe deixou de herança quando partiu para uma vida melhor, e essa mesma velha tinha uma moto, na qual guardava dentro do seu banheiro, para evitar que fosse subtraída pela polícia local.
Um dia, vovó Lourdes cansou da vidinha que levava na pequena cidade de Flores da Emilia, que se localizava a muitos quilômetros de Berlim, ela cansou de acordar tarde, fazer almoço, limpar a casa, lavar a roupa, fazer a janta e jogar banco imobiliário sozinha até altas horas da madrugada. O que ela fez? Foi assim...
Nesse dia, a vovó acordou cedo, colocou seu capacete, fez sua marmita, retirou sua motocicleta do banheiro e foi viver a vida intensamente, viajou durante o dia inteiro, sem parar, sem parar, passando por pedágios, polícia rodoviária, restaurantes, famílias, carros, caminhões, tudo, tudo, tudo. Sem parar...
Mas, como dona Lourdes não era de ferro, chegou uma hora que ela cansou e resolveu fazer um pit stop. Ao parar, deu conta que sua moto não funcionava a gasolina e sim a luz solar, o que era um sucesso no momento. Pois bem... Ela entrou numa lanchonete e pediu: "O de sempre." Mas como assim o de sempre? Vovó Lourdes nunca tivera saído de casa, como assim o de sempre? O mais espantoso é que seu pedido foi atendido e vieram dois pães de queijo, bacon, ovos fritos e um suco de mamão. A nossa querida vovó devorou tudo em apenas 10 segundos, isso mesmo, 10 segundos. Como pudera? Não me pergunte... Essa pergunta acho mesmo que nem o cara lá de cima, é... o cara lá de cima, que trabalhava monitorando as câmeras da lanchonete, sabe responder. Pois bem, dona Lourdes pediu para por na conta e esse pedido também foi atendido.
Ela não estava cansada, muito pelo contrário, tinha um espirito jovial na sua face, logo ela que completara seus 72 anos de idade no dia 4 de abril, continuou sua viagem, e chegando na madrugada do dia seguinte ao seu destino, Berlim, se lembrou que tinha esquecido do seu remédio para dor de garganta. Nossa vovó não podia ficar um dia se quer sem tomar o seu remédio, pois a morte viria lhe buscar... E na certa ela veio.
Nessa mesma madrugada, vovó Lourdes montou em sua moto para regressar a cidade de Flores da Emilia para pegar o seu remédio, mas em uma curva fechada a nossa vovó perdeu o controle de sua moto e se chocou violentamente contra uma árvore. Dona Lourdes não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.
Exatamente 25 anos depois encontraram escrito na mesma árvore onde ocorreu o acidente... "Viva o seu momento, pode ser a última vez..."
Essa mulher, nasceu a muito tempo atrás, uma época tensa, marcada pela crise, seu nome? Vovó Lourdes, relembrando o conto de meu amigo Matheus.
Vovó Lourdes, uma velhinha sozinha, desengajada do mundo, não marido, nem filhos, muito menos netos. Morava sozinha numa casinha no meio da floresta que seu pai lhe deixou de herança quando partiu para uma vida melhor, e essa mesma velha tinha uma moto, na qual guardava dentro do seu banheiro, para evitar que fosse subtraída pela polícia local.
Um dia, vovó Lourdes cansou da vidinha que levava na pequena cidade de Flores da Emilia, que se localizava a muitos quilômetros de Berlim, ela cansou de acordar tarde, fazer almoço, limpar a casa, lavar a roupa, fazer a janta e jogar banco imobiliário sozinha até altas horas da madrugada. O que ela fez? Foi assim...
Nesse dia, a vovó acordou cedo, colocou seu capacete, fez sua marmita, retirou sua motocicleta do banheiro e foi viver a vida intensamente, viajou durante o dia inteiro, sem parar, sem parar, passando por pedágios, polícia rodoviária, restaurantes, famílias, carros, caminhões, tudo, tudo, tudo. Sem parar...
Mas, como dona Lourdes não era de ferro, chegou uma hora que ela cansou e resolveu fazer um pit stop. Ao parar, deu conta que sua moto não funcionava a gasolina e sim a luz solar, o que era um sucesso no momento. Pois bem... Ela entrou numa lanchonete e pediu: "O de sempre." Mas como assim o de sempre? Vovó Lourdes nunca tivera saído de casa, como assim o de sempre? O mais espantoso é que seu pedido foi atendido e vieram dois pães de queijo, bacon, ovos fritos e um suco de mamão. A nossa querida vovó devorou tudo em apenas 10 segundos, isso mesmo, 10 segundos. Como pudera? Não me pergunte... Essa pergunta acho mesmo que nem o cara lá de cima, é... o cara lá de cima, que trabalhava monitorando as câmeras da lanchonete, sabe responder. Pois bem, dona Lourdes pediu para por na conta e esse pedido também foi atendido.
Ela não estava cansada, muito pelo contrário, tinha um espirito jovial na sua face, logo ela que completara seus 72 anos de idade no dia 4 de abril, continuou sua viagem, e chegando na madrugada do dia seguinte ao seu destino, Berlim, se lembrou que tinha esquecido do seu remédio para dor de garganta. Nossa vovó não podia ficar um dia se quer sem tomar o seu remédio, pois a morte viria lhe buscar... E na certa ela veio.
Nessa mesma madrugada, vovó Lourdes montou em sua moto para regressar a cidade de Flores da Emilia para pegar o seu remédio, mas em uma curva fechada a nossa vovó perdeu o controle de sua moto e se chocou violentamente contra uma árvore. Dona Lourdes não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.
Exatamente 25 anos depois encontraram escrito na mesma árvore onde ocorreu o acidente... "Viva o seu momento, pode ser a última vez..."
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